Pra não esquecer:

Outubro 29, 2009 - 11 Responses

Amor só é bom, quando é correspondido. É claro que sempre vão existir as pessoas masoquistas, que gostam e acham bonito sofrer por amor… e é por causa dessas pessoas  que o mercado investe tanto nas “músicas pra fossa”, que se distribuem nos mais variados ritmos, desde o sertanejo no gogó, ao emocore.

Eu, particularmente, não curto muito isso. Pode ser que eu não seja romântico ou devotado o suficiente para me contentar com a felicidade do outro… pode ser que eu seja apenas um egoísta filho da puta que se preocupa apenas consigo mesmo… mas na minha humilde opinião, todo amor não correspondido deve ser substituído por um pouco mais de amor próprio. Amor unilateral atrapalha até o sexo! Quer dizer, sexo é bom de qualquer jeito, mas sexo com amor é muito mais complicado. A gente acaba se preocupando mais com o prazer do outro do que com o nosso… Se o outro tiver a mesma preocupação, tudo bem, funciona bem para os dois. Caso contrário, o sistema entra em colapso.

Por essas e outras,  é que eu não acho interessante, nem nada lucrativo, me desgastar por alguém que não me quer, e, pelo menos pra mim, a “desistência” nesse caso não é motivo nenhum para vergonha. Durante muito tempo eu pensei que me apaixonava, mas depois de mudar de paixão como quem muda de marca de sabão em pó tantas vezes, eu descobri que era apenas um capricho meu, uma necessidade de me prender a alguém, mesmo que por uma ou duas horas. Eu gostava de deitar a noite e ter alguém pra pensar, mas não passava disso.

Agora eu mudei de estratégia. Todas as noites, quando eu fecho os olhos, eu penso numa mesma mulher, sem rosto, sem nome,  uma mulher que faz meu coração disparar como nos romances idiotas que eu ando lendo. Eu penso nela, sou fiel a ela,  e desejo silenciosamente que ela exista.

Em queda livre

Outubro 28, 2009 - 7 Responses

A resistência do ar desacelera o processo, mas de todo jeito eu vou acabar de cara no chão. E não podia ser diferente…

Eu sou o tipo do cara que larga tudo por um pouco de adrenalina. Não precisa ser uma adrenalina à la Indiana Jones (o nome do blog é apenas metafórico), mas o pouco de adrenalina que a vida urbana e monótona tem a oferecer, sabe? Como ter um caso com a mulher do delegado, fazer sexo em praça pública, beber três grades de cerveja e vomitar da janela do oitavo andar… ahsuahsua. Brincadeira. Ok, nem tudo é brincadeira… mas a parte do vômito é asuahusa. Ou não. Enfim, vocês nunca vão saber! O que eu quero dizer é que eu sou do tipo que se joga de cabeça em tudo. Cada dia pra mim é uma aventura, e as minhas aventuras costumam ser bastante intensas e pouco duradouras, como pular de pára-quedas. Enquanto você está no céu, você tá sentindo aquele frio na barriga, aquela euforia… mas em alguns minutos você ta no chão e pronto, acabou. Deve ser porque eu enjôo rápido das coisas, porque eu não escolho bem as loucuras que vou cometer… seja o que for, é culpa minha. E eu espero que quem leia o que eu escrevo aprenda com os meus erros e faça escolhas diferentes, porque as minhas só tem me levado ao fundo do poço.

Tinha uma blog que eu costumava ler que se chamava “o melhor exemplo do que não seguir”…. eu achei do caralho quando vi, porque esse seria exatamente o nome que eu daria a um blog meu, se eu tivesse pensado nisso antes de alguém ter pensado. Mas já que não pensei, faço uso da idéia de quem pensou para deixar mais ou menos claro o objetivo desse meu novo blog. Por sinal, eu já tive muitos blogs, mas sempre acabo abandonando sem avisos prévios, assim como faço com tudo na minha vida:  faculdade, namorada, time de futebol de domingo, encontros com a família… Então se você decidir acompanhar meu blog, saiba de antemão que eu não sou bom em compromissos, nem nos compromissos comigo mesmo, veja lá o compromisso de escrever aqui regularmente. Pra falar a verdade, nada em mim é regular, eu não sou linear, e minhas idéias são na maioria das vezes mal fundamentadas, apesar dos meus argumentos serem bonitinhos e convincentes. Falando nisso, “bonitinho” é um termo que eu gosto muito de usar, e eu não acho que haja nada de pejorativo nele. Por exemplo, a Katie Homes é muito bonitinha, e o fato da Penélope Cruz ser maravilhosa, não desmerece em hipótese alguma a bonitezinha da Katie Homes, deu pra entender?

PS: eu não sei porque as pessoas gritam “gerônimo” quando pulam de pára-quedas, mas sempre achei uma coisa legal pra se dizer. Muito melhor que dizer “yahooo!”, ou “wooow!”… isso é coisa de veado. Se alguém souber, por favor me diga.

Para mais informações sobre mim, vide meu antigo blog: Quase nada sobre tudo. (eu não atualizo mais ele)

E pra quem quiser conferir o blog que eu falei, tá aqui o link: O melhor exemplo do que não seguir.